Bancada da bala pode ajudar a reduzir maioridade

 

 

 

 

 

Em 2015, Câmara terá pelo menos 21 deputados ligados à segurança e que defendem mais punição a menores.

Se ganhar a eleição presidencial, no próximo dia 26 de outubro, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, terá condições favoráveis para conseguir a aprovar a redução da maioridade penal. Além de o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), seu vice, ser autor de um projeto que pune menores de idade como adultos em caso de crimes hediondos, a Câmera dos Deputados vai ser composta, a partir de 2015, por uma “bancada da bala” de 21 deputados federais, segundo levantamento da reportagem de CartaCapital.

A maior parte dos integrantes da bancada é ou foi policial civil, militar e federal originalmente e tem como principal bandeira de campanha endurecer as penas contra os adolescentes que cometem atos infracionais graves. Cinco deles são ainda os mais votados em seus respectivos estados – Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pará e Rio de Janeiro–, o que significa que contam com o apoio de uma parcela considerável da população para conseguir a aprovação de tal medida. Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa feita entre o instituto Vox Populi e a revista CartaCapital de 2013, 89% dos brasileiros acreditam que o País deve obrigar, por lei, jovens infratores a responder criminalmente como adulto a partir dos 16 anos de idade.

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Sim, estresse: escola top de Brasília incentiva clima de pressão

Basta uma rápida caminhada pelo pátio da escola que teve a melhor nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no Distrito Federal e se percebe o clima de pressão no ambiente. No Colégio Olimpo de Brasília, o estresse é considerado combustível para o bom desempenho do estudante. Tanto que a instituição adota slogans como “exigente como a vida” e alunos desfilam no local com camisetas e pastas com a sugestiva mensagem “Yes, Stress” [Sim, estresse].

Alunos da instituição chegam a estudar 16 horas por dia para se preparar para oEnem e para as provas do vestibular. Desse total, cerca de oito horas são em sala de aula e o resto do tempo é dividido em atividades de apoio pedagógico, oficinas e a preparação individual dos estudantes. “Deixamos o ambiente da escola para o aluno estudar. Alguns ficam até a noite”, diz o diretor pedagógico Vinicius de Miranda.

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Canal do YouTube usa games clássicos para ensinar filosofia

Canal do YouTube usa games clássicos para ensinar filosofia – Notícias – UOL EducaçãoO que os filósofos Platão e Jean Paul Sartre têm em comum com games do Nes, videogame da década de 1980? Dois cineastas norte-americanos se perguntaram isso para criar uma série de vídeos educativos unindo teorias muitas vezes difíceis com jogos clássicos.

Os episódios do 8-Bit Philosophy estão disponíveis no YouTube (acesse aqui, em inglês). Criados por Jacob S. Salamon e Jared F. Bauer, eles são inspirados sucesso de uma outra série da dupla, a Thug Notes (acesse aqui). Nesta, um “mano” abusa das gírias para resumir e analisar de forma séria obras literárias que vão de “Édipo Rei” e “Macbeth” a “Jogos Vorazes” e “O Hobbit”.

“Depois de fazer o Thug Notes, sabíamos que o próximo assunto que queríamos abordar era a filosofia”, diz Bauer. A questão se tornou “Como podemos deixar a filosofia mais palatável e não tão séria?”, conta.

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WWF é acusada de “vender a alma” para corporações

 

 

 

 

 

 

Autor de “Pandaleaks” diz que grupo ecologista forjou ligações com empresas que o usam para “esverdear” suas operações.

A WWF International, o maior grupo de conservação da natureza do mundo, foi acusado de “vender sua alma” ao forjar alianças com empresas poderosas que destroem a natureza e usam a marca WWF para “esverdear” suas operações.

As alegações são feitas em um livro explosivo até agora proibido na Grã-Bretanha. A obra, chamada O Silêncio dos Pandas, tornou-se um best-seller na Alemanha em 2012, mas, por causa de uma série de denúncias e processos legais, ainda não foi publicado em inglês. Revisado e reintitulado de “Pandaleaks”, ele sairá na próxima semana.

Seu autor, Wilfried Huismann, disse que a WWF International, sediada em Genebra, Suíça, recebeu milhões de dólares por meio de relacionamentos com governos e empresas. Corporações globais como Coca-Cola, Shell, Monsanto, HSBC, Cargill, BP, Alcoa e Marine Harvest se beneficiaram da imagem verde do grupo somente para realizar seus negócios sem empecilhos.

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Sexo e as Nega’ e o Brasil que não entende ironias

A série da TV Globo virou campo de batalha da intolerância: quando se fala bem, é racismo; quando se fala mal, também é racismo.

por Nirlando Beirão

É compreensível que alguém relute em falar sobre Sexo e as Nega (a Globo acabou acrescentando ao nome original um pudico “S” final, para aplacar várias vertentes de irritação). Quando se fala bem, é racismo; quando se fala mal, também é racismo. Trata-se de uma situação bem familiar neste Brasil que se deleita com a intolerância, às vezes por malvadeza, às vezes por mera ignorância.

Sexo e as Nega (insisto na versão primeira) levou a um, digamos, beco epistemológico, a um apagão do raciocínio, a uma explosão de protestos antes mesmo de ser levado ao ar. De novo, assoma a expressão daquele Brasil superficial que só lê o título e, quando lê, é incapaz de perceber a ironia, o subentendido, a paródia. Pois paródia é sim, na menção evidente ao Sex & the City das quatro meninotas safadinhas de Manhattan.

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