Canal do YouTube usa games clássicos para ensinar filosofia

Canal do YouTube usa games clássicos para ensinar filosofia – Notícias – UOL EducaçãoO que os filósofos Platão e Jean Paul Sartre têm em comum com games do Nes, videogame da década de 1980? Dois cineastas norte-americanos se perguntaram isso para criar uma série de vídeos educativos unindo teorias muitas vezes difíceis com jogos clássicos.

Os episódios do 8-Bit Philosophy estão disponíveis no YouTube (acesse aqui, em inglês). Criados por Jacob S. Salamon e Jared F. Bauer, eles são inspirados sucesso de uma outra série da dupla, a Thug Notes (acesse aqui). Nesta, um “mano” abusa das gírias para resumir e analisar de forma séria obras literárias que vão de “Édipo Rei” e “Macbeth” a “Jogos Vorazes” e “O Hobbit”.

“Depois de fazer o Thug Notes, sabíamos que o próximo assunto que queríamos abordar era a filosofia”, diz Bauer. A questão se tornou “Como podemos deixar a filosofia mais palatável e não tão séria?”, conta.

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WWF é acusada de “vender a alma” para corporações

 

 

 

 

 

 

Autor de “Pandaleaks” diz que grupo ecologista forjou ligações com empresas que o usam para “esverdear” suas operações.

A WWF International, o maior grupo de conservação da natureza do mundo, foi acusado de “vender sua alma” ao forjar alianças com empresas poderosas que destroem a natureza e usam a marca WWF para “esverdear” suas operações.

As alegações são feitas em um livro explosivo até agora proibido na Grã-Bretanha. A obra, chamada O Silêncio dos Pandas, tornou-se um best-seller na Alemanha em 2012, mas, por causa de uma série de denúncias e processos legais, ainda não foi publicado em inglês. Revisado e reintitulado de “Pandaleaks”, ele sairá na próxima semana.

Seu autor, Wilfried Huismann, disse que a WWF International, sediada em Genebra, Suíça, recebeu milhões de dólares por meio de relacionamentos com governos e empresas. Corporações globais como Coca-Cola, Shell, Monsanto, HSBC, Cargill, BP, Alcoa e Marine Harvest se beneficiaram da imagem verde do grupo somente para realizar seus negócios sem empecilhos.

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Sexo e as Nega’ e o Brasil que não entende ironias

A série da TV Globo virou campo de batalha da intolerância: quando se fala bem, é racismo; quando se fala mal, também é racismo.

por Nirlando Beirão

É compreensível que alguém relute em falar sobre Sexo e as Nega (a Globo acabou acrescentando ao nome original um pudico “S” final, para aplacar várias vertentes de irritação). Quando se fala bem, é racismo; quando se fala mal, também é racismo. Trata-se de uma situação bem familiar neste Brasil que se deleita com a intolerância, às vezes por malvadeza, às vezes por mera ignorância.

Sexo e as Nega (insisto na versão primeira) levou a um, digamos, beco epistemológico, a um apagão do raciocínio, a uma explosão de protestos antes mesmo de ser levado ao ar. De novo, assoma a expressão daquele Brasil superficial que só lê o título e, quando lê, é incapaz de perceber a ironia, o subentendido, a paródia. Pois paródia é sim, na menção evidente ao Sex & the City das quatro meninotas safadinhas de Manhattan.

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Congresso eleito é o mais conservador desde 1964, diz Diap

Segundo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, parlamentares conservadores se consolidaram como maioria na eleição da Câmara.

Brasília – Apesar das manifestações de junho de 2013 – carregadas com o simbolismo de um movimento popular por renovação política e avanço nos direitos sociais – o resultado das urnas revelou uma guinada em outra direção. Parlamentares conservadores se consolidaram como maioria na eleição da Câmara, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

O aumento de militares, religiosos, ruralistas e outros segmentos mais identificados com o conservadorismo refletem, segundo o diretor do Diap, Antônio Augusto Queiroz, esse novo status.

“O novo Congresso é, seguramente, o mais conservador do período pós-1964″, afirma. “As pessoas não sabem o que fazem as instituições e se você não tem esse domínio, é trágico”, avalia.

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Controle de emissoras por políticos leva à falsificação da democracia

Ação no STF pede inconstitucionalidade de outorgas concedidas a emissoras controladas por políticos; Radiodifusores eleitos também precisariam abandonar o controle de emissoras antes de tomar posse.

Por Carlos Gustavo Yoda*

Nesta segunda reportagem da série sobre os “coronéis da mídia”, vamos mostrar o que diz a legislação brasileira sobre o controle de emissoras de rádio e televisão por políticos e o que pode e vem sendo feito pelas organizações de defesa do direito à comunicação acerca das ilegalidade praticadas.

Desde 2011, tramita no Supremo Tribunal Federal uma ação, intitulada Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), elaborada pelo Intervozes, em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que pede a declaração de inconstitucionalidade à concessão de outorgas de radiofusão a emissoras controladas por políticos. A arguição – “acusação”, para desembrulhar o juridiquês, também afirma que, desde a posse, os parlamentares não podem mais ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada. Assim, defende como inconstitucional o ato de posse desses radiodifusores eleitos, pelo fato de os mesmos não terem deixado, antes, o controle de suas emissoras.

A base da ADPF 246 é o artigo 54 da Constituição, que aponta, em seus dois primeiros parágrafos, como fundamento da República, que deputados e senadores não podem firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. Além deste artigo, a ação também entende que a prática do coronelismo eletrônico viola o direito à informação (artigo 5º e 220 da Constituição Federal), a separação entre os sistemas público, estatal e privado de comunicação (art. 223), o direito à realização de eleições livres (art. 60), o princípio da isonomia (art. 5º) e o pluralismo político e o direito à cidadania (art. 1º).

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