EUA e Cuba anunciam reaproximação histórica

São Paulo – O dia 17 de dezembro de 2014 ficará conhecido na história como o dia no qual os Estados Unidos e Cuba anunciaram extraordinários passos em direção ao restabelecimento da sua relação diplomática, depois de mais de cinco décadas de distanciamento.

Após o desembarque do americano Alan Gross, preso pelo regime cubano desde 2009, aos EUA, o presidente Barack Obama realizou um histórico discurso no qual oficializou a reaproximação entre os países. “Todos somos americanos”, disse ele em espanhol.

“Mudanças são difíceis”, continuou o presidente, “tanto em nossas próprias vidas quanto nas vidas das nações. E são ainda mais complicadas quando carregamos o peso da história em nossos ombros. Mas hoje estamos fazendo esta mudança porque é a coisa certa a ser feita”.

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É proibido sofrer

Ora, é no mínimo um contrassenso que uma cultura produtora de situações que provocam dor se paute pelo imperativo da felicidade.

Quem não conhece alguém que já sofreu de depressão? Quem ao menos uma vez não recebeu esse diagnóstico? É certo que a depressão envolve muitos fatores e pode ser definida de diferentes formas, mas vamos considerá-la, aqui, naquilo que ela traz de angústia, de falta de investimento nas relações com o outro e com o mundo, considerá-la, em suma, enquanto falta de ímpeto de vida.

Se, por um lado, problemas cotidianos viram transtornos mentais – crianças saudáveis são diagnosticadas como hiperativas, todos sofrem de depressão etc. –, por outro o mundo contemporâneo lança mão de todos os artifícios (e não são poucos) para recusar a dor. “Hoje em dia, só sofre quem quer”, dizem por aí. Boa parte dos tratamentos para a depressão, inclusive, busca esse distanciamento, ou melhor, essa recusa. Na sociedade medicalizada em que vivemos, para tudo existe um remédio, uma droga. Algo apareceu, que desapareça – pela porta dos fundos, de preferência.

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Jornalista Joyce Ribeiro, do SBT, é vítima de racismo na internet

Após de ser xingada em página da emissora no Facebook, apresentadora denuncia usuária à polícia e pede que vítimas façam o mesmo.

Ofensas publicadas na página do Facebook do Jornalismo do SBT levaram a jornalista Joyce Ribeiro, 36, a registrar na delegacia o crime de injúria racial que sofreu pela rede. A denúncia é direcionada a um usuário que usa o nome “Simone Hidalgo” e que publicou o seguinte texto no último dia 21:”Esta negra chata, vesga, gaguejando, na bancada do jornal é deprimente, fora Joice Sebastiana crioula, volta para o tronco”.

A mensagem não está mais visível na rede, mas foi registrada em reportagem da emissora e entregue para a polícia. Ao canal, o delegado Mauricio Blazeck afirmou que, dada a constância com que esses casos tem se repetido, “é muito oportuno que as vítimas realmente compareçam para que elas sejam apuradas”. A investigação tentará determinar agora se Simone é uma pessoa real ou um perfil falso gerenciado por alguém.

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Oposição argentina quer que mulheres ‘fechem as pernas’ para prevenir a AIDS

A juventude do PRO (Propuesta Republicana), partido de Maurício Macri, pré-candidato à presidência e chefe de governo de Buenos Aires, divulgou o seguinte cartaz em uma campanha de “prevenção a doenças sexualmente transmissíveis”:

O cartaz acima foi distribuído pela juventude do PRO da província de Córdoba, durante uma visita de Macri realizada no fim de semana passado. Com o título PROtegete e mostrando uma vagina com um zíper, recomendando que a mulher não faça sexo para evitar transmissão de HIV e de outras doenças, a imagem despertou inúmeras críticas. A associação Devenir Diverse de Córdoba, por exemplo, qualificou a imagem como “misógina” e “preocupante”.

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Alemanha impõe cota de mulheres em cúpula de empresas

 

 

 

 

 

 

Berlim – A grande coalizão da chanceler alemã Angela Merkel concordou em introduzir uma cota de mulheres da cúpula das grandes empresas, uma lei que tem a marca de seus parceiros social-democratas, da mesma forma que a implantação do salário mínimo interprofissional no país.

“Não podemos nos permitir renunciar à competência das mulheres”, afirmou nesta quarta-feira a chanceler perante o parlamento (Bundestag) no debate geral dos orçamentos de 2015, depois do consenso alcançado ontem à noite entre os líderes de sua coalizão.

Merkel, em qualidade de chefe da União Democrata-Cristã (CDU); seu colega da União Social-Cristã da Baviera, Horts Seehofer; e o do Partido Social-Democrata (SPD), Sigmar Gabriel, pactuaram após horas de discussão a introdução da cota feminina nas empresas.

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